Na clínica, ela provou a prótese na companhia do pai. Assim como experimentar um vestido para uma festa, o protesista observou as adequações necessárias para o material, que são confeccionados ali mesmo. “Vamos ajustar tamanho, peso, etc. Ela vai utilizar um sistema que tem pé e tornozelo biônico, que lê os movimentos e antecipa”, explica o especialista Jairo Blumenthal. Auto-regulável, a prótese tem uma leitura de mil vezes por segundo e custa cerca de R$ 52 mil. “Ela dura cinco anos. Depois, tem de fazer a manutenção”, completa Blumenthal.
Sozinha, Kelen pode encaixar o objeto na perna. Já que a sua amputação foi transtibial, ou seja, abaixo do joelho, ela escolheu uma das técnicas mais avançadas. A única preocupação da jovem eram os sapatos. “Eu quero poder voltar a usar salto”, disse.
São necessários 13 cliques até que a malha que cobre a cicatriz se una à perna falsa através de um pino. Depois, é só treinar. “A gente normalmente não tem noção do peso da perna, mas a da prótese é muito mais pesada”, falou Kelen sobre as impressões iniciais.
Depois de caminhar ao lado do especialista, segurando-se em barras, a gaúcha conseguiu bater palmas, atender o telefone e segurar objetos sem precisar se apoiar. Desde que realizou a cirurgia de amputação, ela se locomovia com um andador. “Acho que mereço uma cervejinha!”, brincou.
G1
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