segunda-feira, 22 de julho de 2013

Médicos de 10 estados devem parar nesta terça contra o governo

Inconformados com recentes decisões do governo federal envolvendo a categoria, médicos de 10 estados decidiram cruzar os braços nesta terça-feira (23) para protestar, entre outras medidas, contra a contratação de profissionais estrangeiros para atuar no interior do país e em periferias de grandes centros urbanos. O balanço parcial das unidades da federação onde os médicos deverão suspender as atividades foi divulgado pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Segundo a entidade, deverão aderir à paralisação profissionais da pública e privada, incluindo planos de saúde, do Acre, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A orientação é para que o atendimento seja mantido somente em casos de urgência e emergência.

Cada associação estadual, no entanto, tem autonomia para decidir a extensão da paralisação, programada, por enquanto, somente para um dia. As entidades estaduais dos médicos pretendem parar novamente nos dias 30 e 31 de julho.

No Distrito Federal, os médicos não irão suspender as atividades, porém, os profissionais da rede pública irão vestir roupas, tarjas e laços pretos em protesto ao Executivo federal. Já os médicos do Rio de Janeiro irão decidir em assembleia na noite desta segunda (22) se aderem ao movimento.

Segundo a Fenam, os médicos fluminenses estão receosos de suspender o trabalho por conta da visita do Papa Francisco ao estado. O líder da Igreja Católica desembarcou nesta segunda ao Rio para participar da Jornada Mundial da Juventude.

A paralisação desta terça faz parte do calendário de greve estabelecido pela Fenam para registrar o descontentamento da categoria com o programa Mais Médicos e com os vetos parciais da presidente Dilma Rousseff à lei do Ato Médico, que determina atividades exclusivas aos profissionais da medicina. Além da greve desta terça,

De acordo com nota oficial divulgada pela Fenam, “caso não haja avanços no movimento”, a entidade poderá decretar greve por tempo indeterminado a partir de 10 de agosto, dia em que está agendada a última atividade das paralisações relâmpago.

Briga judicial
O Conselho Federal de Medicina acionou a Justiça para suspender o programa Mais Médicos, lançado neste mês pelo governo para suprir a carência desses profissionais em regiões carentes. A ação civil pública foi protocolada na noite da última sexta (19) na 22ª Vara da Justiça Federal do DF. O processo foi distribuído automaticamente pelo sistema eletrônico da corte para a juíza Roberta Gonçalves da Silva Dias do Nascimento.

Na ação judicial, e entidade médica pede que os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) só realizem o registro provisório dos médicos intercambistas que aderirem ao programa mediante a apresentação da revalidação do diploma expedido fora do país e do certificado de proficiência em língua portuguesa.

Esses requisitos, exigidos para qualquer médico formado fora que queira trabalhar livremente no Brasil, foi dispensado pelo governo para os candidatos inscritos no programa, que obriga os médicos a atender em áreas específicas.


Fonte: Bem estar

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