sexta-feira, 19 de julho de 2013

Polícia Civil mantém estado de greve até 1º de agosto

Os agentes e escrivães da Policia Civil do Rio Grande do Norte vão permanecer em estado de greve até o dia 1º de agosto, quando o Sindicato que representa a categoria e o comando de greve vão conhecer a proposta do governo relacionada à campanha de reajuste salarial, convocação de concursados e melhoras das condições de trabalho da Polícia Civil.

Assembleia foi realizada por servidores da Polícia Civil, além da participação de delegados da ativa e aposentados                   
Na assembléia realizada na sede do Sinpol, ontem de manhã, assinaram o ponto de presença 188 agentes e policiais civis, os quais acataram a proposta da agente Edilza Faustino sobre a permanência do estado de greve e com decretação da paralisação por tempo indeterminado, a partir do dia 5 de agosto, caso o governo não responda às reivindicações, através de reunião prevista com o secretário estadual da Administração e Recursos Humanos, Antonio Alber da Nóbrega.

“O estado de greve evita que se o governo não receber a categoria, o sindicato tenha de aguardar 72 horas para informar sobre o indicativo de greve”, disse Edilza Fernandes. A paralisação da prestação dos serviços e da atividade policial, ontem, foi um alerta para o governo estadual, sendo que os policiais e ainda os delegados de Polícia Civil, que também pararam, voltam hoje ao trabalho nas delegacias distritais e em outras unidades da Polícia.


Delegados aposentados também participaram do ato público no pátio externo da Degepol, como Maurílio Pinto de Medeiros, Iolando Farias, Antonio Sales e Margareth Gondim. A Adepol denuncia que dos R$ 8,7 milhões previstos no orçamento deste ano para a compra de equipamentos e reformas na estrutura física, R$ 2,192 milhões foram contingenciados, enquanto R$ 4 milhões foram cortados do orçamento.

Além disso, o Sinpol cobra a convocação do pessoal aprovado em concurso público há quase três anos, pois de um quando existente de 5.150 cargos, somente 1.472 estão preenchidos. “O déficit de pessoal é de 70%”, diz Djair Oliveira.

Fonte: Tribuna do Norte

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