Excluindo efeitos não recorrentes que incluíram o IPO da BB Seguridade, o lucro líquido ajustado do maior banco da América Latina foi de 2,63 bilhões de reais, queda de 11,8 por cento sobre o ganho do segundo trimestre de 2012, mas em linha com as previsões dos analistas consultados pela Reuters.
A venda das ações da divisão contribuiu com quase 10 bilhões de reais para o resultado do banco no período.
Apesar de números fortes no crédito e baixa inadimplência, o banco teve menor margem financeira líquida no período. O indicador caiu 5,8 por cento ante o ano anterior, para 7,47 bilhões de reais. Outro dado negativo foi o resultado de tesouraria, que caiu 16,2 por cento ante o mesmo trimestre do ano passado, para 2,45 bilhões de reais.
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8 por cento na comparação com o mesmo período de 2012, para 4,22 bilhões de reais. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.
O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ajustado --sem considerar efeitos extraordinários no lucro-- foi de 16,4 por cento, recuo ante o índice de 21,2 por cento um ano antes.
Mantendo tendência iniciada em meados de 2012, o banco expandiu suas operações de crédito no segundo trimestre. A carteira de crédito ampliada somou 638,63 bilhões de reais, alta de 25,7 por cento ante mesmo período do ano anterior. Na comparação com os três primeiros meses de 2013, o avanço foi de 7,7 por cento.
Apesar da alta do crédito em um cenário de economia debilitada, a inadimplência caiu no segundo trimestre. O índice acima de 90 dias foi de 1,87 por cento, ante 2,19 em junho do ano passado e de 2 por cento em março deste ano.
Exame.com
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