quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Egito declara emergência; mortos são pelo menos 149


O governo do Egito declarou nesta quarta-feira estado de emergência depois de uma onda de violência envolvendo forças de segurança e manifestantes favoráveis ao presidente deposto Mohammed Morsi que ocupavam dois acampamentos na capital do país, Cairo.

As forças de segurança avançaram sobre os acampamentos para retirar os manifestantes. Segundo relatos de testemunhas, gás lacrimogêneo, escavadeiras e munição de verdade foram usados pelas forças de segurança para dispersar os manifestantes.

O estado de emergência entrou em vigor às 16h, hora local (11h, hora de Brasília) e deve durar um mês.

Não está claro quantas pessoas exatamente morreram ou ficaram feridas. O Ministério da Saúde alega que 149 pessoas morreram e cerca de 1,4 mil ficaram feridas em todo o país, enquanto que a Irmandade Muçulmana, o movimento político ligado a Morsi, diz que apenas em um dos acampamentos, em frente à mesquita Rabaa al-Adawiya, 2,2 mil foram mortos.

Além do Cairo, o Ministério da Saúde diz que pessoas morreram nas províncias de Behira, Beni Suef, Suez e Fayoum.

Entre os mortos estaria a filha de 17 anos de um dos líderes da Irmandade Muçulmana, Mohamed El-Beltagy. Ela teria sido baleada no peito e nas costas. Um cinegrafista do canal de TV britânico Sky News também morreu baleado.

Em outro evento que intensifica a crise política do país, Mohamed ElBaradei - vencedor do prêmio Nobel e de orientação mais moderada - renunciou ao cargo de vice-presidente interino, alegando que havia opções pacíficas para pôr fim ao impasse político entre simpatizantes e opositores da Irmandade Muçulmana.
BBC BRASIL

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